terça-feira, 13 de março de 2012

Bad Trip do Cachorro Bravo

A área de churrasco aqui de casa, mais utilizada como fumódromo, é no segundo andar, e tem uma varandona pra casa de trás. Essa casa de trás é imensa, antes era cheio de mato, aí um cara comprou e transformou numa escolinha. [mano, a história é imensa, resumo mode: on] Aí uma construtora IMENSA comprou e a casa ficou vazia por muito tempo. Num dia x, os caras vieram e começaram a cortar uma mangueira (árvore de manga) muito imensa, chamei a polícia, o cara se fudeu e agora tá vendendo a casa. Como ela tá vazia denovo, não pode ficar sempre sozinha pra não invadirem e tal. O que fazer?
A resposta mais óbvia é: contrate um vigia, mas isso gera um problema. Custa um valor mensal, e TODOS os relacionamentos humanos são complicados.

Neste pensamento, o capitalismo mostra toda sua influência e joga o seguinte pensamento na mente do cidadão fraco: "Compra um cachorro bravo!"
Claro, ótima idéia! O cachorro vai ficar latindo o dia todo, ninguém vai querer entrar, e eu só vou ter que pagar um valor inicial, ou até adotar um sem gastar nada.

Não se pode negar a capacidade que um cachorro tem de proteger alguma coisa ou só assustar pelo seu tamanho. Acredito que ter um cachorro grande deva diminuir uns 50% a chance de ser assaltado. O que não concordo é ter um cachorro SÓ pra proteger um terreno que o dono raramente vai.

Não tem só um cachorro, aliás, nem sempre é o mesmo cachorro. Às vezes tem um, dois, vários, e às vezes não tem nenhum. Se acontecer alguma briga, só pára quando algum morrer. E o dono da construtora não vai ligar, já que arrumar outro cachorro não faz nem cócegas na sua conta bancária. Dinheiro por vida.

Dinheiro é uma merda.

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